sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Quem quer att aí? ;)
Oi calos! Gostaram do template? Aquele estava estranho demais (ou vai ver foi só enjoo meu mesmo) e quis mudar. Acho que ficou mais clean assim, né?
Então, queria avisar que essa semana colocarei USDB e AVII completas para vcs baixarem, graças à ajuda que recebi da Gleice! Obrigada, flor! Fora essas duas, vcs sabem que tem mais algumas ali embaixo, né? Tem AV, CLSR e SDC.
Aí no link PUB logo abaixo da imagem do blog, dá para ler PUB inteira, até os últimos posts. Para facilitar a vida de quem não acessa o orkut. É isso, comentem e eu volto na sexta que vem =**
A pobre coitada da recepcionista ficou lá abrindo os dois primeiros botões da blusa, para deixar o ar entrar, enquanto um garçom nos acompanhava até uma mesa perto da parede de vidro do restaurante. Edward não só tinha descolado uma mesa impossível de se arranjar, como ainda por cima nos proporcionou um dos melhores locais do ambiente.
— Você vem sempre aqui? — sussurrei para não ser ouvida pelo garçom. Ele puxou minha cadeira e esperou que me sentasse, para então pegar um dos cardápios e me entregar. Edward já estava com o dele em mãos.
— Raramente, devo ter vindo no máximo umas três vezes. Mas a comida é excelente e o atendimento também.
Sorri pensando que para ele, quase todos os atendimentos deveriam ser ótimos, pelo menos aqueles que fossem feitos por pessoas do sexo feminino. Afinal, não tenho certeza se exista no mundo uma mulher capaz de negar algo a um sorriso desses.
— É muito bonito. — enquanto tentava parecer desinibida, estava era olhando para as dezenas de talheres postos à mesa. Odiava quando ia a lugares assim, cheios de requinte. Nunca tive uma situação financeira que me deixasse freqüentar esse tipo de restaurante, então sempre ficava na dúvida sobre qual talher usar. Tinha raiva da pessoa que inventou isso.
— O que deseja, Bella?
— Eu... hm. Não tenho certeza ainda. — podia conseguir enganar Edward, mas sabia que o garçom não acreditaria em nada que eu inventasse. Pelo olhar que ele me dava, sabia que eu nem tinha onde cair morta e que a única vez que vi tantos talheres assim juntos, foi em loja de utensílios domésticos. Ele era cruel, seu olhar me arrepiava, parecia estar esperando que eu escorregasse.
Meu patrão era cavalheiro demais, pois não me deixou na saia justa. Tirou rapidamente os olhos do cardápio apenas para me olhar e mostrar que concordava com minha incerteza.
— Posso pedir por nós dois, então?
— Claro que pode! — e cruzei os dedos, rezando para que ele não pedisse nada que viesse boiando no leite, considerando meu histórico desastroso. Edward pediu uns pratos de nomes que eu não conhecia e depois finalizou solicitando o melhor vinho da casa.
Finalmente respirei aliviada quando o garçom nazista nos deixou a sós. Porém, sem os cardápios entre nós, me senti um pouquinho tensa, sem saber o que conversar com aquele homem perfeito. Eu era apenas a babá pirralha da filha madura dele.
— Posso te fazer uma pergunta, Bella? — droga, vinha alguma coisa complicada de responder, eu sentia isso. Mas sem ter muito o que fazer, balancei a cabeça e esperei. — O que você acha da Sofia?
— A Sofia? Ela é ótima! — essa foi fácil, eu realmente adorava a menina. — Temos muitas coisas em comum. — como, por exemplo, odiar Rosalie.
— Você tem passado muito tempo com ela... Acha que um dia Sofia voltará a falar?
Ele fez uma cara de sofrimento que me deu vontade de colocá-lo no colo. A menina era muito má em fazer isso com o próprio pai. Mas eu sabia que ela não mudaria isso tão cedo, seja lá quais fossem as regras. Também não adiantaria dizer a Edward que ela, para ser sincera, falava e falava muito bem. Ele não acreditaria em mim.
— Eu não sei. Acho que é um grande trauma que ela precisa superar. — dobrei meu guardanapo e desdobrei, para depois dobrar de novo. O tecido estava todo amarrotado, mas qualquer coisa era melhor do que encarar o patrão enquanto eu mentia. — Talvez ela só precise de mais atenção sua. Ela sente muito a sua falta, sabe?
— Sei, mas às vezes o trabalho me impede de estar presente. Não é uma opção minha. E tem a Rosalie também.
Pronto, ele tinha que tocar no nome da vagabunda. Dei um sorriso falso e fingi olhar em volta sem prestar atenção nas suas últimas palavras. Estava num restaurante luxuoso, com um homem lindo. Tudo que eu não queria era falar sobre a mulher que dormia com ele. Mas não deu certo, porque ele só ficou calado, me encarando. Parecia estar esperando minha resposta.
— Hm... O que tem Rosalie?
— Bem, ela já deixou bem claro que quer algo mais sério, sabe? — torceu os lábios, mas continuou lindo. — Só que não estou muito seguro disso, por causa da Sofia. Ela já não aceita Rosalie agora, imagina se eu anunciá-la como namorada?
— Totalmente concordo, Sofia não vai mesmo aceitar e ainda digo mais, acho que ela vai piorar se isso acontecer!
— E o que eu faço?
Queria poder dizer: arranja outra pessoa, mas não era bom ser assim tão direta. Nada de cair matando. O jeito certo é ir com calma e comer pela beirada, não é? Bem, minha mãe sempre dizia isso. Ela se referia ao nosso vizinho, claro.
— Acho que você deveria ir com calma. Conversar com a Rosalie e explicar a situação. Ela é uma garota tão legal, duvido que não vá entender. Qualquer pessoa entenderia. — e finalizei com um sorriso singelo. Era claro que, conhecendo Rosalie, ela não iria entender. Tentaria pressionar Edward e esse, perceberia que a loira aguada não o merecia.
Nosso vinho chegou e com ele, duas lindas taças de cristal. Fomos servidos e logo quis experimentar aquele líquido clarinho, quase transparente. Até então, só tinha provado vinhos tintos – dos mais baratos e com o copo cheio de gelo – então não fazia idéia de como era o gosto de um vinho branco. Agora podia dizer que é horrível!
— Gostou? — ele me olhou, balançando a taça com sutileza e elegância, fazendo o vinho deslizar de um lado ao outro. Era uma cena bonita, uma pena a bebida ser péssima.
— Uhum.
Queria poder beber de um gole só um copão d’água com gelo só para tirar aquele gosto amargo da boca. Ou então pedir algumas pedrinhas de gelo para mergulhar na taça. Como as pessoas podiam degustar refeições suculentas enquanto bebiam aquilo? Eu queria mesmo era uma Coca! Geladinha! Nasci para ser pobre...
— Ok, vamos deixar esse papo triste de lado. Falemos de você. — ele sorriu e apoiou o queixo com as mãos. Edward colocou os cotovelos sobre a mesa. Isso não era falta de etiqueta? Ou eu estava ultrapassada? Ou será que homens bonitos podiam fazer isso?
— Não há muita coisa interessante a meu respeito.
— Impossível! — se ele desse mais um sorriso daquele para mim, eu poderia dizer futuramente que já tive um orgasmo culinário. — Como tem se adaptado aqui? Percebi que já está bem melhor no inglês.
— Verdade, melhorei bastante. Sempre ouvi dizer que a convivência é a melhor forma de aprender e tal, mas nunca acreditei realmente. Agora sei que é bem assim mesmo.
— E quanto a estudar, você não pensou em nada ainda? Porque o combinado era que você aproveitasse para fazer algum curso, certo?
Ele estava querendo dar uma de pai para cima de mim? Eu tinha mesmo pensado na hipótese de estudar alguma coisa enquanto estivesse por lá, já que desde o princípio Edward tinha se oferecido a pagar pelos estudos. Só que agora que eu já estava lá, as coisas eram diferentes. Eu gostava muito de passar meu tempo com Sofia. Se me matriculasse em algum curso, ela ficaria ainda mais sozinha. Edward parecia ter lido meus pensamentos, pois me surpreendeu ao colocar a mão sobre a minha e me encarar.
— Não quero que fique pensando em não fazer por causa de Sofia. Você pode arranjar algum curso no horário das aulas dela.
Era só eu que sentia aquele calor que emanava de nossas mãos? Minha pele formigava onde a dele me tocava e eu queria muito entrelaçar meus dedos com os dele. Não demorou muito, infelizmente, para que ele retirasse a mão.
— Eu vou pensar e pesquisar algumas coisas. Aí te aviso quando decidir, ok?
— Vou esperar.
Como todo restaurante caro e antiquado, nossos pedidos chegaram e foram servidos em porções ridiculamente pequenas em pratos com detalhes riquíssimos na porcelana. Se um anão estivesse sentado em meu lugar, ele provavelmente também comeria e passaria o restante da noite com fome. E bem, de anão eu não tinha nada. Meu estômago era grande e possuía um buraco negro.
— Apetitoso. — arregalei os olhos para... seja lá o que era aquilo, tinha medo de perguntar.
— Sabe que comigo não tem frescuras, né? — ele piscou de um jeito que minha calcinha ensopou. — Coma só o que agüentar.
Aguentar? Eu iria lamber o prato, isso sim. Ou Edward achava mesmo que aquela refeição alimentava um ser humano saudável? Sério, qual era o problema dos ricos? Sorri me fazendo de tímida.
— Farei um esforço para não deixar sobras...
A verdade é que apesar de não saber o que tinha naquele prato – tinha gosto de frango, mas não sei de qual família era: ganso, avestruz, codorna, tudo igual –, mas a comida estava deliciosa. Se eu estivesse sozinha e fosse rica, pediria outro igual e mandaria embalar para viagem. Porém, tinha que manter a classe. Quando terminei de comer, Edward estava me olhando como se estivesse encantado com alguma coisa. Ou apenas estivesse observando algum pedaço de comida preso em meus dentes. Passei a língua para conferir. Tudo certo.
— Estava ótimo.
— Eu percebi. — ele riu e chamou o garçom. — Acho que nunca estive com uma mulher que tivesse tanto prazer em comer. Quer pedir uma sobremesa?
— Não, obrigada, estou super satisfeita. — fui educada, tentando lembrar das coisas que haviam na geladeira. Teria que fazer um lanchinho antes de dormir.
Na volta para casa, conversamos sobre coisas das mais variadas dentro do carro. Edward quis saber sobre minha família – e eu passei um tempão narrando a aventura de minha mãe com o vizinho e meu pai com a vizinha. Ele achou o máximo esse casamento nada tradicional e duvidou quando eu disse que ambos sabiam sobre as traições, mas eram tão acomodados que tinham preguiça de se separar.
Apoiei a cabeça no encosto do banco e fiquei observando a paisagem que era deslumbrante. Para chegarmos à casa dele, tínhamos que pegar a estrada que beirava a praia e aquela visão era irresistível. O mar brilhava com a luz da lua e parecia tão calmo que dava vontade de boiar, boiar e boiar a noite inteira.
— Sabe o que é estranho? Esse tempo todo aqui e eu ainda não estive nessa praia. — suspirei. A mansão de Edward ficava numa rua totalmente residencial e aquelas que ficavam do lado esquerdo eram privilegiadas com uma praia quase particular nos fundos. Desde que cheguei lá tinha vontade de pisar naquela areia, mas a piscina da mansão também era tão convidativa, que fazia qualquer um esquecer da vida lá fora.
— Você ainda não esteve na praia? — ele me olhou horrorizado.
— Bem, não é como se eu nunca tivesse ido à praia, né? O Rio tem praias lindas e eu ia quase todos os finais de semana. — abaixei o meu vidro para poder sentir aquele cheiro maravilhoso de maresia. — Mas dessa semana não passa.
— Que tal não passar de hoje? — ele fez uma curva brusca e, em vez de pegar a entrada para o condomínio, virou na direção da praia.
E desde quando eu estava preparada para ficar numa praia escura, com as estrelas brilhando no céu e Edward Cullen ao meu lado? Meu lanchinho teria que ficar para depois mesmo. Ou talvez eu virasse o lanche. Quem sabe?
— Não está muito tarde para isso? — meu coração já tinha acelerado e não achava que ia parar.
— Claro que não. Você está comigo, não corre nenhum perigo. — ele abriu um sorrisão de safado que me deu calafrios. Ele era exatamente o maior perigo que eu poderia correr.
Edward estacionou no primeiro lugar que encontrou e saiu do carro. Apressei-me para acompanhá-lo e fui recebida com um vento relaxante, que parecia vir com algumas gotas de mar. Eu já estive várias vezes numa praia no meio da noite, mas nunca numa praia tão deserta. Geralmente estava em festas e cercada de amigos e acabava nem percebendo como o mar ficava perfeito na escuridão.
— Vamos? — Edward estendeu a mão para mim e me ajudou a pular a muretinha de pedra. Imediatamente retirei as sandálias e fiquei descalça, sentindo a areia fofa massagear meus pés. Eu era rata de praia, adorava aquela sensação. Nunca fui dessas garotas que ficavam incomodadas com areia no biquíni, eu gostava mesmo de me sentir parte daquilo.
— É tão vazio aqui... Se fosse no Rio, isso estaria lotado de gente em quiosques e casais sentados pela areia. — na hora me arrependi do que disse. — Casais conversando, sabe? Não fazendo besteira.
A quem eu queria enganar, né? Praia era o reduto das besteiras praticadas por casais aventureiros e Edward tinha plena consciência disso devido a sua expressão de incredulidade. Nós paramos num ponto onde o mar não poderia nos molhar, mas que era perfeitamente possível esticar um pouquinho as pernas para sentir a areia úmida. Sentei-me ao lado dele, que arregaçou a bainha da calça e tirou os sapatos.
— Venho aqui de vez em quando, depois que Sofia já está dormindo. — me olhou com os olhos refletindo o brilho da lua. — Ou melhor, eu vinha. Agora percebo que não estive nessa praia desde que você chegou.
— Que droga.
— Não, não. É uma coisa boa. — prendi a respiração com a mão dele dando tapinhas em meu joelho. — Eu vinha aqui para pensar, geralmente na minha esposa. Era um lugar que tinha para ficar tranqüilo e pensar nela. Chorar sem que Sofia visse.
Ele chorava? Fiquei até sem palavras, pensando em que poderia dizer para confortá-lo, mas a questão é que não fazia idéia. Não podia sequer imaginar o que aquele homem sentia, pelo que ele tinha passado. Levei minha mão às costas dele e a deixei lá, sem saber se devia mexê-la ou não.
— Sinto muito mesmo por tudo o que você e Sofia passaram.
— Obrigado.
Ele apoiou os braços sobre os joelhos e virou o rosto para me olhar, apoiando o queixo no ombro. Ficou assim durante vários segundos, criando um silêncio constrangedor. Meus hormônios afloraram à medida que Edward se aproximava de mim, de meu rosto, com os olhos vidrados em algum ponto meu que eu não sabia dizer qual era. Ele ia me beijar. E eu ansiava demais por isso. Quando finalmente aproximou o rosto o suficiente da minha boca, suspirou e mudou a direção para minha orelha e tremi quando senti sua respiração.
— Não se assuste, mas tem um caranguejo do seu lado.
A merda do caranguejo estava prestes a conhecer minha ira.
POR HOJE É SÓ ;)
POR HOJE É SÓ ;)

